Úlcera varicosa: Causas e tratamentos

trombose

Úlcera varicosa o que é?

trombose

Primeiramente, as úlceras varicosas são feridas crônicas que ocorrem nas pernas devido a problemas de circulação sanguínea,  especialmente associados a insuficiência venosa crônica e aumento da presão das veias.

 

Varizes grossas

Atualmente essa condição é caracterizada por uma incapacidade das veias das pernas de transportar o sangue de volta ao coração adequadamente, desse modo, o que leva a um acúmulo de sangue nas perna e hipertensão venosa, podendo ocasionar manchas nas pernas, dermatite de estase também conhecida como dermatite de ocre ( manchas escuras nas pernas). As varizes de grosso calibre pode afetar a coloração das pernas.

como eliminar varizes grossas

Úlcera varicosa: Causas e tratamentos

Em outras palavras podemos definir que a  hipertensão venosa, é responsável pelos principais sintomas de edema, inchaços e sensação de peso.

De ante mão o acúmulo de sangue pode causar danos às veias e tecidos adjacentes, resultando em úlceras ou feridas que são difíceis de cicatrizar. 

Quais os sintomas da úlcera varicosa?

Frequentemente, podemos observar a  úlcera venosa  como feridas rasas, dolorosas e de bordas irregulares, muitas vezes localizadas na parte interna do tornozelo ou na panturrilha.

Desse modo a causa da úlcera pode ser decorrente de uma veia perfurante doente, veia safena magna, veia safena parva e até decorrentes de tromboses do sistema profundo, chamamos de sindrome pós trombótica a complicação temida pela trombose.

 

Elas podem ser acompanhadas de outros sintomas, como inchaço, vermelhidão, coceira e sensação de queimação. 

 

Úlcera venosa x úlcera artrial

A úlcera varicosa é uma úlcera arterial? Não. A úlcera arterial é decorrente de uma obstrução nas arterias. 

Tratamento

Atualmente, o tratamento envolve a melhoria da circulação sanguínea nas pernas, o cuidado adequado da ferida e, em alguns casos, a cirurgia para corrigir problemas vasculares subjacentes, ou seja deve-se realizar uma investigação cuidadosa do sistema de veias superficial e profundo com um ultrassom doppler  para planejar o tratamento da doença de base.

Existe uma pomada para úlcera varicosa aberta?

Não exista uma pomada especifica, e isso vai depender das características da úlcera. Em outras palavras cada caso deve ser analisado em detalhes, sem uma doença crônica e com riscos.

Definitivamente, é de extrema Importância avaliar a ferida a cada troca de curativo para determinar se o tipo de curativo ou frequência das trocas deve ser modificado. Desse modo aguns critérios devem ser seguidos, independentemente da escolha de material a ser usado para o curativo:

Úlcera varicossaa: Causas e tratamentos

ulcera varicosa fotos

ulcera venosa fotosAtual

Úlcera venosa infectada

Essa é a maior complicação da úlcera varicosa e maior risco em relação a piora clínica tendo até casos raros de amputação, todavia o risco desse acontecimento é baixo, mas existente. Devemos ter cuidado.

“ulcera varicosa pomada”

Dicas de um cirurgião Vascular e Angiologista

Em síntese podemos definir como os principais cuidados, bem como: 

  • Higiene rigorosa
  • A ferida deve ser mantida limpa e coberta com curativo para prevenir infecções;
  • O terceiro passo é manter o curativo e a pele ao redor secos;
  • Manter o tecido da ferida hidratado, mas não deixar molhado o tecido saudável ao redor da ferida, que poderia amolecê-lo e aumentar o tamanho da ferida;
  • Em contrapartida, deve-se Remover o excesso de exsudação;
  • Permitir a troca gasosa; e vigilância da ferida anotando a evolução e sinais de infecção. 
  • Fornecer isolamento térmico;
  • Por fim, permitir a remoção do curativo sem causar traumas na ferida.

Método de limpeza da férida

Portando podemos concluir que um técnica adequada para limpeza da úlcera consta em  limpar a lesão com soro fisiológico 0,9% morno ou temperatura ambiente, porém utilizando o método de irrigação em jato, que evita a fricção da gaze diretamente sobre a lesão, que provoca sangramento e destrói o tecido de granulação, dificultando a cicatrização da ferida.

Por últimos,concluímos que a úlcera pode ser um problema grave e necessita de acompanhamento de um médico Cirurgião vascular e angiologista

 

Alimentos que ajudam na cicatrização de ulcera varicosa

Primordialmente, devemos saber que não temos estudos na literatura que tenha resposta para essa afirmação.

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Antes de tudo

À primeira vista a cirurgia vasculas parece simples

Como usar a atadura elástica para compressão da perna

A atadura elástica para compressão da perna é uma faixa flexível usada para aplicar pressão graduada sobre os tecidos, ajudando a reduzir inchaço e melhorar o retorno venoso. Ela pode ser indicada em algumas situações, como edema, varizes ou recuperação de lesões, mas deve ser utilizada conforme orientação de um profissional de saúde, especialmente quando há problemas de circulação.

Quando a atadura elástica pode ser utilizada?

A compressão pode auxiliar no controle de inchaço e oferecer suporte à perna durante a recuperação. No entanto, a causa do inchaço deve ser avaliada antes do uso, pois a atadura não é adequada para todos os casos.

Como colocar a atadura elástica

  1. Deixe a perna limpa e seca e, se possível, mantenha o pé em uma posição confortável.
  2. Comece a faixa na região do pé, próximo aos dedos, deixando-os visíveis para acompanhar a cor e a temperatura.
  3. Enrole a atadura em direção ao tornozelo e depois suba pela perna, sobrepondo aproximadamente metade da largura da faixa a cada volta.
  4. Aplique uma pressão uniforme, sem apertar excessivamente. A compressão geralmente deve ser mais firme na parte inferior e diminuir gradualmente em direção à parte superior da perna.
  5. Prenda a ponta da atadura com o fecho apropriado, sem usar alfinetes ou objetos que possam machucar a pele.

Cuidados importantes

  • Não dobre nem deixe a faixa formar pregas, pois isso pode pressionar a pele de maneira irregular.
  • Verifique regularmente se os dedos estão quentes, rosados e com sensibilidade normal.
  • Retire a atadura e procure orientação médica se houver dor intensa, dormência, formigamento, palidez, coloração azulada, frio ou aumento do inchaço.
  • Não use a faixa sobre feridas sem proteção adequada e orientação profissional.
  • Não durma com a atadura, a menos que um profissional de saúde tenha recomendado isso.

Quando procurar atendimento

Procure atendimento rapidamente se o inchaço surgir de repente, afetar apenas uma perna ou vier acompanhado de dor forte, vermelhidão, calor local ou falta de ar. Esses sinais podem indicar uma condição que precisa de avaliação urgente.

A atadura elástica deve ficar confortável e nunca causar dor. Em caso de dúvida sobre o tipo de faixa, a pressão adequada ou a forma correta de colocação, peça orientação a um médico, enfermeiro ou fisioterapeuta.

Novos tratamentos para endoartrite do joelho sem cirurgia: embolização

Embolização para tratar a dor no joelho

 

A embolização das artérias geniculares é uma alternativa minimamente invasiva que pode ser considerada para pessoas com dor persistente causada pela osteoartrite do joelho, especialmente quando o tratamento clínico não trouxe alívio suficiente e a cirurgia ainda não é indicada ou desejada. O procedimento é realizado por um médico especializado, que utiliza um cateter para reduzir o fluxo sanguíneo aumentado em pequenos vasos associados à inflamação, podendo contribuir para a diminuição da dor.

Tratamento da osteoartrite sem cirurgia: embolização das artérias geniculares

A embolização das artérias geniculares (GAE) é uma técnica minimamente invasiva que pode ser utilizada no tratamento da dor causada pela osteoartrite do joelho, sem necessidade de cirurgia aberta. O procedimento atua sobre vasos sanguíneos associados ao processo inflamatório e à formação de novos vasos ao redor da articulação, que podem contribuir para a manutenção da dor. Estudos clínicos e meta-análises publicados nos últimos anos demonstram redução significativa da dor e melhora da função após a embolização. Em uma meta-análise de 2026, com 18 estudos e 534 pacientes, a redução média da dor foi de aproximadamente 4 pontos em uma escala de 0 a 10, mantendo-se ao longo de 12 meses. Outra análise com 21 estudos e 633 pacientes também encontrou melhora significativa da dor, função e qualidade de vida após o procedimento.

 

A embolização das artérias geniculares é realizada por cateter, geralmente através de uma pequena punção na região da virilha ou do punho, sem cortes na articulação e sem necessidade de substituição do joelho. Em pacientes adequadamente selecionados, o procedimento é realizado em ambiente de radiologia intervencionista e geralmente permite alta no mesmo dia, após um período de observação. A evidência disponível demonstra elevada taxa de sucesso técnico — próxima de 99% — e, na maioria dos estudos, os eventos adversos são leves e transitórios, como hematoma no local da punção ou alterações temporárias da pele. A recomendação atual da Society of Interventional Radiology reconhece a embolização genicular como uma intervenção vascular preservadora da articulação que pode ser considerada em pacientes selecionados com osteoartrite sintomática. Quero conversa no whatsapp. (11) 96352-8222

 

Osteoartrite de Joelho: Causas, Sintomas e Tratamentos | CEPIC

Varizes pélvicas: sintomas, causas, diagnóstico e tratamento

Saúde vascular feminina

Varizes pélvicas: sintomas, causas, diagnóstico e tratamento

Entenda a síndrome de congestão pélvica, a relação com a variz uterina e as opções de cuidado.

As varizes pélvicas, também chamadas de síndrome de congestão pélvica, são veias dilatadas na região da pelve que podem estar associadas a dor pélvica crônica, sensação de peso, pressão no baixo ventre e desconforto que piora ao ficar em pé por muito tempo. Muitas mulheres também sentem dor durante ou após a relação sexual e podem evitar ter relações por causa do incômodo. A variz uterina pode fazer parte desse quadro, mas os sintomas também podem ter outras causas e precisam de avaliação médica.

O que causa as varizes pélvicas?

A etiologia exata das varizes pélvicas não é completamente esclarecida e provavelmente envolve vários fatores. Nas formas primárias, pode existir ausência ou incompetência das válvulas venosas, muitas vezes relacionada a predisposição genética. Gestação e alterações hormonais podem desencadear ou acelerar o processo. Durante a gravidez, as veias pélvicas podem aumentar sua capacidade, favorecendo o refluxo sanguíneo; esse fator pode contribuir para o risco em mulheres que tiveram duas ou mais gestações. A melhora dos sintomas após a menopausa também sugere influência hormonal.

Principais sintomas

  • Dor ou peso na região pélvica;
  • Desconforto que piora ao ficar em pé ou no fim do dia;
  • Dor durante ou depois da relação sexual;
  • Varizes na vulva, virilha, nádegas ou parte interna das coxas;
  • Dor lombar ou sensação de pressão no baixo ventre.

A presença desses sinais não confirma o diagnóstico. O médico pode avaliar o histórico clínico, realizar exame físico e solicitar exames de imagem, como ultrassonografia com Doppler, conforme a necessidade de cada caso.

Tratamentos das varizes pélvicas

O tratamento deve ser individualizado de acordo com os sintomas, os exames e a circulação venosa da pelve e das pernas. Quando indicada pelo especialista, a embolização pélvica é uma opção minimamente invasiva que busca interromper o fluxo inadequado nas veias afetadas. Em algumas pacientes, pode ser necessário associar esse cuidado ao tratamento das varizes nas pernas, especialmente quando existe comunicação entre as veias pélvicas e dos membros inferiores. A melhor conduta depende de uma avaliação vascular completa.

Quando procurar avaliação?

Dor pélvica persistente, dor na relação sexual ou varizes na virilha e nas pernas merecem investigação. Este conteúdo é informativo e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico.

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Varizes pélvicas e dor na relação sexual: entenda a relação

Varizes pélvicas e dor na relação sexual: entenda a relação 

Varizes pélvicas podem causar dor durante ou após a relação sexual? Sim, em algumas pessoas, a dilatação das veias na pelve pode estar associada à sensação de peso, pressão ou dor na parte inferior do abdômen e da pelve. Varizes na raiz da coxa e na virilha também podem contribuir para o desconforto, especialmente quando existe aumento da pressão venosa na região. A dor pode variar de intensidade e ter outras causas, por isso não deve ser atribuída automaticamente às varizes.

O diagnóstico de varizes pélvicas e sua possível relação com a dor na relação sexual depende de avaliação médica e, quando indicado, de exames de imagem para analisar a circulação da pelve, da virilha e das pernas. Se você sente dor recorrente durante ou após a relação, peso pélvico ou percebe varizes na virilha e na raiz da coxa, procure um cirurgião vascular. 

Tratamento da varizes pélvicas na coxa e região intima

 

A embolização das varizes pélvicas é um tratamento minimamente invasivo indicado para pacientes selecionadas com síndrome de congestão pélvica e dor pélvica crônica associada a insuficiência das veias pélvicas. O procedimento é realizado por cateter, com a oclusão seletiva das veias responsáveis pelo refluxo, buscando reduzir a pressão venosa e o fluxo anormal que contribuem para os sintomas. Estudos clínicos e revisões sistemáticas demonstram melhora significativa da dor pélvica em grande parte das pacientes, além de redução das varizes pélvicas e, em algumas pacientes, melhora de sintomas relacionados à atividade sexual, incluindo dor durante ou após a relação sexual (dispareunia). Por ser um procedimento endovascular, não exige cirurgia aberta e, em casos adequadamente selecionados, pode ser realizado com alta no mesmo dia, proporcionando recuperação geralmente mais rápida. A avaliação individualizada é fundamental para confirmar se as varizes pélvicas são realmente a causa dos sintomas e definir a melhor estratégia de tratamento.

 

 

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Flacidez e lipedema: o que são bioestimuladores de colágeno?

Bioestimulador de colágeno nas pernas e celulite: benefícios, riscos e cuidados

O bioestimulador de colágeno nas pernas pode ajudar a melhorar a firmeza, a elasticidade e a qualidade da pele, mas não elimina todos os tipos de celulite. Substâncias como o ácido poli-L-láctico (PLLA) e a hidroxiapatita de cálcio (CaHA) estimulam a produção de colágeno de forma gradual. O resultado pode ser prolongado e varia conforme o produto, a técnica, a quantidade aplicada e as características de cada paciente. Por isso, o tratamento deve começar com uma avaliação individualizada e expectativas realistas.

A celulite tem causas diversas, como alterações no tecido subcutâneo, flacidez, distribuição de gordura e fatores hormonais. Em casos selecionados, o bioestimulador pode deixar a pele das pernas mais firme e uniforme, mas o efeito pode ser por anos mas não para sempre. Sempre trabalhamos com a melhor marca do mercado, da empresa detentora de patentes,  Garlderma, e não substitui atividade física, hábitos saudáveis ou outras opções indicadas pelo profissional. Entre os pontos negativos estão dor, sensibilidade, vermelhidão, inchaço, irregularidades e nódulos; complicações mais graves são menos frequentes, mas podem ocorrer. Como PLLA e CaHA não possuem um agente reversor como o ácido hialurônico, a indicação e a técnica são fundamentais.

GoldIncision: tratamento para celulite avançada de perna

O GoldIncision combina subcisão por microincisões e ácido poli-L-láctico (PLLA-SCA/Sculptra) para tratar retrações da pele, celulite e flacidez.
A subcisão libera as chamadas “travas” fibrosas, enquanto o bioestimulador estimula a produção gradual de colágeno.
A indicação é individualizada, de acordo com o grau de flacidez e as características da pele.

O que é lipedema?

O lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, principalmente nas pernas, podendo causar dor, sensibilidade, peso e hematomas.
Seu tratamento pode envolver compressão, drenagem linfática, exercícios e, em casos selecionados, lipoaspiração específica.
Bioestimuladores de colágeno não tratam o lipedema, mas podem ser indicados para flacidez e qualidade da pele.

Como são feitas as microincisões para tratar as “travas”?

 

A subcisão utiliza pequenas incisões para acessar o tecido subcutâneo e liberar as fibras que provocam determinadas retrações da pele.
O objetivo é suavizar depressões e “furinhos” da celulite, melhorando a regularidade da superfície.
Quando indicada, pode ser associada ao PLLA para estimular colágeno e melhorar a firmeza da pele.

GoldIncision trata lipedema? Sim, mas ele não cura a doença. É direcionado principalmente à celulite com retrações e flacidez.

Bioestimulador trata celulite? Pode melhorar firmeza e qualidade da pele, especialmente quando há flacidez.

A subcisão deixa cicatriz? São utilizadas pequenas incisões, e a cicatrização varia conforme cada paciente.

O resultado é imediato? O estímulo de colágeno é progressivo e depende da resposta individual ao tratamento.

  • Kruppa P, Georgiou I, Biermann N, et al. Lipedema—pathogenesis, diagnosis, and treatment options. Dtsch Arztebl Int. 2020;117(35-36):611-617.
  • Swearingen A, Medrano K, Ferzli G, Sadick N, Arruda SR. Randomized, double-blind, placebo-controlled study of poly-L-lactic acid for treatment of cellulite in the lower extremities. J Drugs Dermatol. 2021;20(5):530-536.
  • A randomized, single-center, double-blinded, split-body clinical trial of poly-L-lactic acid for the treatment of cellulite of the buttocks and thighs. [Autores e dados bibliográficos precisam ser confirmados no PubMed].

5 coisas que você precisa saber antes de ir ao cirurgião vascular

5 coisas que você precisa saber antes de ir ao cirurgião vascular

Informação clara para cuidar das suas pernas com segurança, planejamento e tranquilidade.

Varizes não significam pânico. A avaliação deve ser individualizada, sem alarmismo e sem promessas exageradas.

Você precisa entender sobre a doença vascular

  • Varizes não têm ‘cura’ definitiva e não há pânico: Varizes são uma condição crônica e hereditária (controle contínuo). O discurso de que ‘se você não tratar HOJE, sua perna vai cair ou piorar drasticamente amanhã’ é exagero comercial. O tratamento deve ser feito no seu tempo e com planejamento.

  • Varizes no rosto vs. Pernas: Vasinhos faciais e varizes nas pernas são problemas distintos. O tratamento no rosto é seguro e eficaz, mas exige cuidados rigorosos com protetor solar no pós-procedimento.

  • Varizes NÃO causam cãibras diretamente: Cãibra é um evento muscular e metabólico (fadiga, desidratação, eletrólitos). Varizes causam peso, cansaço e inchaço, mas não são a causa direta da cãibra.

 

  • Lipedema é uma condição crônica: Lipedema não tem ‘cura milagrosa’ nem uma pílula única. O tratamento é multidisciplinar (estilo de vida, alimentação anti-inflamatória, compressão e, quando indicado, cirurgia).

  • Endolaser é excelente, mas não é 100% universal: O Endolaser é um dos melhores tratamentos atuais para a veia safena, mas a indicação depende da anatomia de cada paciente.

  • Laser Transdérmico tem indicação certa: Excelente para vasos finos e telangiectasias (vasinhos), mas não substitui a cirurgia ou a escleroterapia para vasos de maior calibre.

  • Celulite de perna tem tratamento, mas não cura, o tratamento é por tempo limitado mas duradouro. Conheça os novos tratamentos 

Cãibras nas pernas: como diminuir, prevenir e quando procurar ajuda

Você sente cãibras nas pernas com frequência? A dor muscular repentina, especialmente na panturrilha durante a noite ou após exercícios, pode ser bastante desconfortável. Neste artigo, você vai entender como diminuir as cãibras nas pernas, quais hábitos ajudam na prevenção e quando é importante procurar avaliação médica.

O que causa cãibras nas pernas?

A cãibra é uma contração involuntária, intensa e dolorosa de um músculo. Ela pode estar relacionada à desidratação, ao esforço físico excessivo, à permanência prolongada em uma mesma posição, ao aquecimento insuficiente ou a alterações de eletrólitos. Alguns medicamentos e condições de saúde também podem favorecer o problema.

Embora muitas pessoas relacionem cãibras diretamente às varizes, essa não é necessariamente a causa. Varizes costumam provocar peso, cansaço e inchaço nas pernas, enquanto as cãibras podem ter diferentes origens.

Como diminuir a cãibra na hora

  1. Interrompa a atividade e tente relaxar o músculo afetado.
  2. Alongue lentamente, sem fazer movimentos bruscos ou forçar até sentir dor.
  3. Em caso de cãibra na panturrilha, estenda a perna e puxe suavemente a ponta do pé em direção ao corpo.
  4. Faça uma massagem leve no local.
  5. Uma compressa morna pode ajudar a relaxar a musculatura.

Como prevenir cãibras nas pernas

1. Beba água ao longo do dia

Mantenha uma hidratação adequada, especialmente antes, durante e depois de exercícios. A quantidade ideal varia conforme o clima, o nível de atividade física e as condições de saúde de cada pessoa.

2. Tenha uma alimentação equilibrada

Uma alimentação variada contribui para o funcionamento muscular e fornece nutrientes como potássio, magnésio e cálcio. Inclua frutas, verduras, legumes, feijões, castanhas e laticínios conforme sua rotina alimentar. Não use suplementos ou reposição de eletrólitos sem orientação profissional.

3. Alongue e aqueça os músculos

Faça aquecimento leve antes dos exercícios e alongamentos suaves depois da atividade. Alongar as panturrilhas e as coxas regularmente pode ajudar a reduzir a tensão muscular.

4. Evite esforço excessivo

Aumente a intensidade dos exercícios gradualmente e respeite os períodos de descanso. Calçados confortáveis e adequados à atividade também podem favorecer o conforto das pernas.

5. Evite ficar muito tempo na mesma posição

Se você trabalha sentado ou em pé, faça pequenas pausas para caminhar e movimentar os tornozelos. Durante o descanso, elevar as pernas pode ajudar a aliviar a sensação de peso.

Cãibras nas pernas podem ser sinal de má circulação?

As cãibras não devem ser automaticamente atribuídas à má circulação ou às varizes. Porém, inchaço persistente, dor, sensação de peso, alterações na pele e veias dilatadas merecem avaliação com um profissional de saúde, especialmente quando os sintomas são frequentes.

Quando procurar um médico?

Procure avaliação médica se as cãibras forem frequentes, intensas, surgirem sem explicação, atrapalharem o sono ou não melhorarem com medidas simples. Busque atendimento urgente se houver inchaço súbito em uma perna, vermelhidão, calor local, dor forte, falta de ar ou dor no peito.

Importante: este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta. A causa das cãibras varia, e o tratamento adequado depende do histórico clínico, dos medicamentos em uso e das condições de saúde de cada pessoa.

Lipedema e fakenews: o que realmente funciona?

Fake News Sobre Lipedema: O Que a Ciência Realmente Diz

O lipedema ganhou enorme visibilidade nos últimos anos. Infelizmente, junto com o aumento do interesse surgiram inúmeras promessas de tratamentos milagrosos, equipamentos caros e protocolos sem comprovação científica. O Consenso Brasileiro sobre Lipedema, elaborado pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) e sociedade Europeia de vascular, reforça que o tratamento deve ser baseado em evidências e conduzido por uma equipe multidisciplinar.

A seguir estão 15 afirmações que NÃO possuem evidências científicas suficientes ou são falsas, apesar de serem frequentemente divulgadas nas redes sociais e em campanhas de marketing.

Existe uma máquina específica para tratar lipedema."

Não existe nenhum equipamento aprovado que trate diretamente o lipedema. Muitos aparelhos são comercializados com promessas que extrapolam as evidências científicas disponíveis. A bota peumatica seria uma opção para melhora de sintomas, mas não cura da doença.

Drenagem linfática elimina a gordura do lipedema.

A drenagem pode reduzir edema e aliviar sintomas, porém não remove o tecido adiposo característico da doença.

 

"Radiofrequência trata o lipedema.

 Até o momento não há evidências científicas suficientes que recomendem seu uso como tratamento específico do lipedema.

 

"Criolipólise melhora o lipedema."

Não faz parte das recomendações do consenso e não possui comprovação para modificar a evolução da doença.

 

Fake News Sobre Lipedema

7. “Massagens modeladoras quebram a gordura.”

Essa afirmação não possui respaldo científico.  As evidências científicas demonstram que exercícios miolinfáticos, educação alimentar e compressão pneumática intermitente podem contribuir para a redução dos sintomas, melhora da qualidade de vida e diminuição do edema em pacientes com lipedema. Entretanto, essas intervenções não tratam a causa da doença nem promovem sua cura, devendo fazer parte de um plano terapêutico multidisciplinar e individualizado.

8. “Qualquer dieta cura o lipedema.”

Uma alimentação saudável auxilia no controle dos sintomas e da obesidade associada, mas não elimina o lipedema.

9. “Bariátrica resolve o lipedema.”

Mesmo após perda importante de peso, os sintomas do lipedema podem persistir.

10. “Lipoaspiração é indicada para todos.”

A cirurgia deve ser cuidadosamente indicada, realizada em centros experientes e integrada ao tratamento conservador.

11. “Suplementos eliminam o lipedema.”

Não existe suplemento com eficácia comprovada para tratar a doença.

12. “Laser elimina a doença.”

Nenhuma tecnologia a laser demonstrou alterar a fisiopatologia do lipedema.

13. “Existe um protocolo único que funciona para todas.”

Cada paciente apresenta sintomas, estágio e comorbidades diferentes, exigindo tratamento individualizado.

14. “O tratamento deve ser apenas estético.”

O objetivo principal é aliviar sintomas, melhorar mobilidade e qualidade de vida, e não apenas modificar a aparência.

15. “Quem promete resultados garantidos está seguindo a ciência.”

Na medicina, tratamentos sérios apresentam benefícios, limitações e riscos. Promessas de cura rápida ou resultados garantidos não fazem parte da prática baseada em evidências.

 

Cuidado com o marketing das "máquinas milagrosas"

Nos últimos anos surgiu um mercado bilionário em torno do lipedema. Muitas clínicas investem mais em marketing do que em ciência e apresentam equipamentos caros como se fossem revolucionários. Em muitos casos, essas máquinas funcionam como uma “caça-níquel”, criando expectativas irreais e explorando a vulnerabilidade de pacientes que convivem diariamente com dor, desconforto e frustração. A decisão por qualquer tratamento deve ser baseada em evidências científicas, e não em promessas comerciais.

O consenso da SBACV enfatiza que o manejo do lipedema deve incluir avaliação médica adequada, mudanças no estilo de vida, atividade física de baixo impacto, terapia compressiva, acompanhamento nutricional, fisioterapia e, em casos selecionados, tratamento cirúrgico realizado por equipes experientes. Até o momento, não existe máquina capaz de substituir uma abordagem médica individualizada e baseada em evidências.


 

Dr. Ítalo Abreu
Cirurgião Vascular e Endovascular
Referência em Cirurgia Vascular e tratamento das doenças venosas

Exames sem jejum na cirurgia vascular

Exames de Sangue Sem Jejum: O Que Mudou e Quais Você Pode Fazer a Qualquer Hora?

Durante muitos anos, realizar exames laboratoriais significava acordar cedo e passar horas sem comer. Na época, o jejum era considerado essencial para garantir a precisão de diversos resultados. No entanto, graças aos avanços da medicina laboratorial e das tecnologias de análise clínica, essa realidade mudou significativamente. Atualmente, a maioria dos exames de sangue pode ser realizada sem jejum, oferecendo mais conforto, flexibilidade e praticidade para os pacientes.

Além disso, essa mudança contribui para uma melhor experiência durante a coleta, especialmente para crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Dessa forma, tornou-se possível agendar exames em diferentes horários do dia, sem a necessidade de longos períodos de restrição alimentar. Consequentemente, mais pacientes conseguem manter sua rotina normal sem comprometer a qualidade dos resultados.

Quais exames podem ser feitos sem jejum?

Principais exames que geralmente não exigem jejum

  • Hemograma completo
  • Hemoglobina glicada (HbA1c)
  • Colesterol total
  • LDL, HDL e VLDL
  • Triglicérides*
  • Hormônios (na maioria dos casos)
  • Marcadores tumorais
  • Função renal (ureia e creatinina)
  • Função hepática (fígado)
  • Marcadores cardíacos
  • Diversos outros exames laboratoriais

.

Cautela no dia do Exame

Entretanto, é importante destacar que algumas orientações específicas continuam sendo relevantes. Por exemplo, refeições muito gordurosas nas horas que antecedem a coleta podem interferir em determinados resultados, especialmente nos níveis de triglicérides. Por isso, embora o jejum não seja mais obrigatório para a maioria dos exames, é fundamental seguir as recomendações fornecidas pelo médico ou pelo laboratório responsável. Assim, você garante resultados mais confiáveis e uma avaliação clínica mais precisa.


Dr Ítalo Abreu – Angiologista , Cirurgião vascular e Endovascular

Os 5 melhores alimentos para o colesterol e doenças vasculares

O LDL( Colesterol) e o risco de doenças vasculares

O controle do colesterol LDL é um dos pilares na prevenção das doenças vasculares, como aterosclerose, infarto e AVC. Primeiramente, é importante entender que o LDL elevado favorece o acúmulo de placas nas artérias, reduzindo o fluxo sanguíneo. Além disso, fatores como genética, sedentarismo e alimentação inadequada potencializam esse risco. Portanto, controlar o LDL não é apenas uma questão estética ou laboratorial, mas uma estratégia direta de proteção cardiovascular e longevidade. Neste artigos vamos falar dos principais parametros e melhores alimentos para o colesterol Baseado na diretriz mais atualizada de deslipidemia..

Os 5 melhores alimentos para o colesterol e doenças vasculares

Os 5 alimentos para reduzir o colesterol e LDL

Em segundo lugar, a dieta tem impacto direto no colesterol. Por exemplo, alguns alimentos apresentam evidência científica consistente na redução do LDL. Entre eles, destacam-se:

  1. Aveia – rica em betaglucanas, reduz a absorção do colesterol

  2. Linhaça – fonte de fibras solúveis e lignanas

  3. Psyllium – auxilia na eliminação intestinal do colesterol

  4. Ômega-3 – presente em peixes gordurosos, reduz inflamação vascular

  5. Oleaginosas (castanhas, nozes) – melhoram o perfil lipídico
    Assim, pequenas mudanças alimentares, quando sustentadas, geram impacto clínico relevante.

 

Os 5 melhores alimentos para o colesterol e doenças vasculares

Por fim, controlar o LDL exige uma abordagem integrada. Consequentemente, atividade física regular, sono adequado e acompanhamento com cirurgião vascular ou cardiologista são fundamentais. Do mesmo modo, em alguns casos, o uso de medicação é necessário e seguro quando bem indicado. Em resumo, controlar o colesterol LDL é uma decisão diária que reduz eventos vasculares, melhora a qualidade de vida e protege o futuro cardiovascular do paciente.

Para a categoria de baixo risco vascular em dislipidemias, a meta terapêutica de colesterol LDL é inferior a 116 mg/dL ou 115 mg/dL, dependendo da atualização da diretriz, com foco em modificações no estilo de vida e, se necessário, estatinas de baixa intensidade para uma redução de até 30%.

Novas diretrizes para o colesterol

  • Nova Categoria “Risco Cardiovascular Extremo”: Criada para pacientes com múltiplos eventos cardiovasculares prévios, estabelecendo uma meta de LDL-c inferior a 40 mg/dL.
  • Metas Mais Rígidas de LDL-c:
    • Extremo Risco: < 40 mg/dL.
    • Muito Alto Risco: < 50 mg/dL (antes era 70 mg/dL).
    • Alto Risco: < 70 mg/dL.
    • Risco Intermediário: < 100 mg/dL.
    • Baixo Risco: < 115 mg/dL.
  • Adesão ao Score PREVENT: A nova diretriz incorpora o Score PREVENT para a estratificação de risco cardiovascular.

Acompanhamento para doenças vasculares do colesterol

Por fim, controlar o LDL exige uma abordagem integrada. Consequentemente, atividade física regular, sono adequado e acompanhamento com cirurgião vascular ou cardiologista são fundamentais. Do mesmo modo, em alguns casos, o uso de medicação é necessário e seguro quando bem indicado. Em resumo, controlar o colesterol LDL é uma decisão diária que reduz eventos vasculares, melhora a qualidade de vida e protege o futuro cardiovascular do paciente.

 

Autor: Ítalo Abreu ( Cirurgiã vascular, angiorradiologista e Endovascular.)

Referência:

  1. Rached FH, Miname MH, Rocha VZ, Zimerman A, Cesena FHY, Sposito AC, Santos RDD, Behr PEB, Bianco HT, Alves RJ, Faludi AA, Coutinho EDR, Fonseca FAH, Carvalho LSF, Bertolami A, Rocha AMD, Marte AP, Chagas ACP, Caramelli B, Polanczyk CA, Ferreira CEDS, Serrano Junior CV, Araujo DB, Moriguchi EH, Pinto FJ, Moreira HG, Back IC, Faria Neto JR, Maia KAP, Bertolami MC, Assad MHV, Izar MCO, Barreto MA, Barreto NSF, Silva PGMBE, Pimentel Filho P, Maranhão RC, Kaiser SE, Machado VA, Saraiva JFK. Brazilian Guideline on Dyslipidemias and Prevention of Atherosclerosis – 2025. Arq Bras Cardiol. 2025 Dec 1;122(9):e20250640. Portuguese, English. doi: 10.36660/abc.20250640. PMID: 41379178; PMCID: PMC12674852.

Quando tratar os vasinhos e varizes?

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Vasinhos e varizes: devo tratar?

De acordo com as diretrizes da Sociedade Europeia de Cirurgia Vascular, vasinhos (telangiectasias) são pequenas dilatações de vasos superficiais, geralmente finos, avermelhados ou arroxeados, além disso, não apresentam risco clínico relevante. Porém, quando observamos as varizes, estamos falando de veias dilatadas e tortuosas de maior calibre, frequentemente associadas à insuficiência venosa crônica. Essas alterações podem gerar sintomas como peso nas pernas, dor, queimação e inchaço e, como resultado, evoluir para alterações de pele e até úlceras venosas em fases avançadas. Ou seja, enquanto os vasinhos têm impacto predominantemente estético, as varizes representam um problema funcional da circulação justamente pela diferença de calibre da veia. Portanto, identificar corretamente cada condição é essencial para definir o melhor tratamento. Assim, o paciente recebe uma abordagem precisa e baseada em evidências.

Qual o objetivo do tratamento dos vasinhos?

A Sociedade Brasileira e Europeia de Cirurgia Vascular orienta tratar varizes sempre que há sintomas, sinais de insuficiência venosa ou refluxo confirmado pelo ultrassom Doppler. Microvarizes e varizes menores podem ser resolvidas com escleroterapia ou microcirurgia estética em consultório; além disso, esses métodos oferecem recuperação rápida e excelentes resultados. Quando há refluxo de safena ou varizes mais avançadas, a abordagem deve ser moderna e precisa, por isso técnicas como laser endovenoso, radiofrequência, espuma guiada por ultrassom ou microcirurgia são recomendadas. Portanto, o objetivo principal é corrigir o refluxo venoso, aliviar sintomas e reduzir o nível de doença (por exemplo, do nível 4 → nível 1). Consequentemente, o paciente experimenta melhora funcional significativa e menor risco de evolução. Assim, garantimos o melhor resultado possível tanto do ponto de vista clínico quanto estético.

Quando tratar os vasinhos e varizes?

Qual o risco de piora das Varizes?

Quando tratar os vasinhos e varizes?

As varizes piorarem ao longo dos anos é significativo, pois a doença venosa crônica tem curso progressivo em muitos pacientes. Estudos longitudinais mostram que cerca de 20% a 32% dos pacientes com varizes (CEAP C2) evoluem para estágios mais avançados da doença venosa crônica, incluindo insuficiência venosa crônica (CVI), ao longo de 6 a 13 anos de acompanhamento. O risco de progressão é maior em pacientes com varizes safenas do que em varizes não safenas.

Como funciona o atendimento do Dr Italo Abreu

A consulta com o Dr. Ítalo Abreu, cirurgião vascular e endovascular, segue um modelo estruturado, ético e científico, com aproximadamente 1 hora de duração dividida em três etapas:

  1. Avaliação prévia e revisão da história clínica do paciente

  2. Estudo detalhado dos sintomas e exame físico completo

  3. Planejamento terapêutico personalizado, integrando evidências científicas, exame Doppler e objetivos individuais do paciente

Esse formato garante diagnóstico preciso, segurança e um tratamento totalmente individualizado.

Agendamentos: Aqui

Gloviczki P, et al. The care of patients with varicose veins and associated chronic venous diseases: Clinical practice guidelines of the Society for Vascular Surgery and the American Venous Forum. J Vasc Surg. 2011;53(5 Suppl):2S-48S. PMID: 21536172.

Melhores alimentos para saúde vascular segundo estudos científicos

Melhores alimentos para saúde vascular segundo estudos científicos

Melhores alimentos para saúde vascular

Manter a saúde vascular depende não só do controle de fatores de risco, mas também da qualidade da alimentação. Grandes estudos, como o ARIC (Atherosclerosis Risk in Communities) e metanálises de coortes prospectivas, mostram que dietas balanceadas em carboidratos (50–55% da energia total) reduzem mortalidade, enquanto padrões extremos (<40% ou >65% de carboidratos) e o consumo de açúcares e farinhas refinadas aumentam risco cardiovascular e metabólico. Por isso, recomenda-se priorizar carboidratos ricos em fibras, como leguminosas, grãos integrais e frutas com casca, que possuem menor índice glicêmico e melhoram controle glicêmico e lipídico.

Fibras, gorduras boas e sementes: a base para reduzir LDL

A ingestão mínima recomendada é de 25 g de fibras por dia, incluindo fibras solúveis como beta-glucanas, que contribuem para reduzir o LDL-c ao melhorar o metabolismo dos lipídios. Substituir gorduras saturadas por gorduras mono e poli-insaturadas — presentes no azeite de oliva, abacate, peixes gordurosos, linhaça e gergelim (sesame) — melhora o perfil lipídico, reduzindo triglicerídeos e aumentando HDL-c. Sementes como gergelim são ricas em lignanas e vitamina E, oferecendo efeito antioxidante e potencial redução dos níveis de triglicerídeos. –(Conheça o nosso canal no youtube.)

Melhores alimentos para saúde vascular

 

Probióticos específicos, como Lactobacillus plantarum, demonstraram reduções significativas em estudos controlados: 13,6% no colesterol total, 8,4% no LDL-c, além de melhora no HDL-c e marcadores inflamatórios. Outro alimento amplamente estudado é o arroz de levedura vermelha (RYR), rico em monacolina K, substância semelhante à lovastatina. Pesquisas mostram que o RYR pode inibir a HMG-CoA redutase de forma mais eficaz que a lovastatina isolada, com menor toxicidade muscular, tornando-se uma alternativa natural na redução do colesterol.

 

Ômega-3 e peixes gordurosos: aliados potentes contra triglicerídeos

 

O óleo de peixe, rico em EPA e DHA, é recomendado em diretrizes para pacientes com hipertrigliceridemia. Estudos apontam que o ômega-3 reduz triglicerídeos ao inibir sua síntese hepática e favorece um perfil lipídico mais saudável, contribuindo para prevenção de doenças cardiovasculares. Em contrapartida, substituir gorduras saturadas por carboidratos refinados tem efeito oposto: aumenta triglicerídeos e reduz HDL-c. Portanto, incluir peixes como salmão, sardinha, cavala e arenque na rotina alimentar é uma das estratégias mais eficazes para cuidar da saúde vascular.

Autor: O Dr. Ítalo Abreu é um cirurgião vascular com mais de 11 anos de experiência, reconhecido por sua expertise em tratamentos vasculares complexos e inovadores. Ele possui formação em centros de referência como a Stony Brook University e o TMC Hospital no Arizona, solidificando sua posição como referência na área, além de ser apaixonado por ensinar.