Úlcera varicosa: Causas e tratamentos

trombose

Úlcera varicosa o que é?

trombose

Primeiramente, as úlceras varicosas são feridas crônicas que ocorrem nas pernas devido a problemas de circulação sanguínea,  especialmente associados a insuficiência venosa crônica e aumento da presão das veias.

 

Varizes grossas

Atualmente essa condição é caracterizada por uma incapacidade das veias das pernas de transportar o sangue de volta ao coração adequadamente, desse modo, o que leva a um acúmulo de sangue nas perna e hipertensão venosa, podendo ocasionar manchas nas pernas, dermatite de estase também conhecida como dermatite de ocre ( manchas escuras nas pernas). As varizes de grosso calibre pode afetar a coloração das pernas.

como eliminar varizes grossas

Úlcera varicosa: Causas e tratamentos

Em outras palavras podemos definir que a  hipertensão venosa, é responsável pelos principais sintomas de edema, inchaços e sensação de peso.

De ante mão o acúmulo de sangue pode causar danos às veias e tecidos adjacentes, resultando em úlceras ou feridas que são difíceis de cicatrizar. 

Quais os sintomas da úlcera varicosa?

Frequentemente, podemos observar a  úlcera venosa  como feridas rasas, dolorosas e de bordas irregulares, muitas vezes localizadas na parte interna do tornozelo ou na panturrilha.

Desse modo a causa da úlcera pode ser decorrente de uma veia perfurante doente, veia safena magna, veia safena parva e até decorrentes de tromboses do sistema profundo, chamamos de sindrome pós trombótica a complicação temida pela trombose.

 

Elas podem ser acompanhadas de outros sintomas, como inchaço, vermelhidão, coceira e sensação de queimação. 

 

Úlcera venosa x úlcera artrial

A úlcera varicosa é uma úlcera arterial? Não. A úlcera arterial é decorrente de uma obstrução nas arterias. 

Tratamento

Atualmente, o tratamento envolve a melhoria da circulação sanguínea nas pernas, o cuidado adequado da ferida e, em alguns casos, a cirurgia para corrigir problemas vasculares subjacentes, ou seja deve-se realizar uma investigação cuidadosa do sistema de veias superficial e profundo com um ultrassom doppler  para planejar o tratamento da doença de base.

Existe uma pomada para úlcera varicosa aberta?

Não exista uma pomada especifica, e isso vai depender das características da úlcera. Em outras palavras cada caso deve ser analisado em detalhes, sem uma doença crônica e com riscos.

Definitivamente, é de extrema Importância avaliar a ferida a cada troca de curativo para determinar se o tipo de curativo ou frequência das trocas deve ser modificado. Desse modo aguns critérios devem ser seguidos, independentemente da escolha de material a ser usado para o curativo:

Úlcera varicossaa: Causas e tratamentos

ulcera varicosa fotos

ulcera venosa fotosAtual

Úlcera venosa infectada

Essa é a maior complicação da úlcera varicosa e maior risco em relação a piora clínica tendo até casos raros de amputação, todavia o risco desse acontecimento é baixo, mas existente. Devemos ter cuidado.

“ulcera varicosa pomada”

Dicas de um cirurgião Vascular e Angiologista

Em síntese podemos definir como os principais cuidados, bem como: 

  • Higiene rigorosa
  • A ferida deve ser mantida limpa e coberta com curativo para prevenir infecções;
  • O terceiro passo é manter o curativo e a pele ao redor secos;
  • Manter o tecido da ferida hidratado, mas não deixar molhado o tecido saudável ao redor da ferida, que poderia amolecê-lo e aumentar o tamanho da ferida;
  • Em contrapartida, deve-se Remover o excesso de exsudação;
  • Permitir a troca gasosa; e vigilância da ferida anotando a evolução e sinais de infecção. 
  • Fornecer isolamento térmico;
  • Por fim, permitir a remoção do curativo sem causar traumas na ferida.

Método de limpeza da férida

Portando podemos concluir que um técnica adequada para limpeza da úlcera consta em  limpar a lesão com soro fisiológico 0,9% morno ou temperatura ambiente, porém utilizando o método de irrigação em jato, que evita a fricção da gaze diretamente sobre a lesão, que provoca sangramento e destrói o tecido de granulação, dificultando a cicatrização da ferida.

Por últimos,concluímos que a úlcera pode ser um problema grave e necessita de acompanhamento de um médico Cirurgião vascular e angiologista

 

Alimentos que ajudam na cicatrização de ulcera varicosa

Primordialmente, devemos saber que não temos estudos na literatura que tenha resposta para essa afirmação.

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Antes de tudo

À primeira vista a cirurgia vasculas parece simples

Cãibras noturnas nas pernas: 5 dicas para aliviar a dor e dormir melhor

As principais causas das caimbas noturnas

1.As cãibras noturnas nas pernas são extremamente comuns — estima-se que até 60% dos adultos já tenham sofrido com esse problema, principalmente após os 50 anos. Elas se caracterizam por contrações musculares súbitas, dolorosas e involuntárias, geralmente na panturrilha, que podem interromper o sono e causar bastante desconforto. Embora na maioria das vezes não haja uma causa identificável, alguns fatores aumentam significativamente o risco. Conheça os quatro principais:

2. Doenças vasculares e metabólicas

Problemas circulatórios, como varizes e insuficiência venosa crônica, doença arterial periférica, diabetes e doença renal (incluindo pacientes em diálise), estão entre as condições médicas mais associadas às cãibras. Alterações metabólicas também têm papel importante, como níveis baixos de magnésio, cálcio, potássio ou sódio, além de desidratação e problemas na tireoide.

caimbras

3. Uso de certos medicamentos

Alguns remédios de uso frequente aumentam o risco de cãibras noturnas, principalmente os diuréticos (usados para pressão alta e insuficiência cardíaca). Outros exemplos incluem anticoncepcionais orais, naproxeno, nifedipino, broncodilatadores (como albuterol), estatinas e raloxifeno. Quando as cãibras surgem logo após o início de um novo medicamento, vale conversar com o médico sobre possíveis ajustes.

4. Gravidez e imobilidade prolongada

Mulheres grávidas apresentam risco aumentado de cãibras noturnas, possivelmente por alterações circulatórias e metabólicas da gestação. Da mesma forma, ficar muito tempo sentado em posição inadequada, ou passar longos períodos em pé ou caminhando sobre superfícies duras, também favorece o aparecimento das cãibras à noite.

Como evitar caimbras noturnas

1. Faça alongamentos antes de dormir. Alongar suavemente os músculos da panturrilha e os isquiotibiais pode ajudar a reduzir a frequência das cãibras noturnas em algumas pessoas. Essa é uma estratégia simples, de baixo custo e sem necessidade de medicamentos, embora a evidência científica sobre sua eficácia preventiva ainda seja limitada.

 

 

2. Considere o uso de meias de compressão quando indicado. Um ensaio clínico randomizado de três braços, publicado em 2026, comparou meias de compressão até o joelho, suplementação de magnésio e placebo. As meias apresentaram redução significativa da frequência das cãibras em comparação com o placebo, enquanto o magnésio não demonstrou benefício significativo. A compressão, entretanto, não é indicada para todos: a escolha deve considerar a condição vascular e as características individuais do paciente.

 

3. Mantenha uma rotina saudável de hidratação e atividade física. Beba água regularmente, especialmente após exercícios ou em situações de calor e transpiração excessiva. Pratique atividade física de forma regular, com intensidade adaptada ao seu condicionamento, e mantenha um peso corporal adequado. Essas medidas favorecem a saúde geral, embora não esteja comprovado que, isoladamente, previnam todas as cãibras noturnas.

4. Revise os hábitos que podem contribuir para as cãibras. Evite o consumo excessivo de álcool e observe se cafeína, nicotina ou descongestionantes, como a pseudoefedrina, coincidem com o aparecimento dos sintomas.

Cãibras noturnas nas pernas: 5 dicas
Referências

 

1. Abola MTB, Evans NS, Ratchford EV. Vascular Disease Patient Information Page: Leg cramps. Vascular Medicine. 2022 Aug.

2. Hawke F, Sadler SG, Katzberg HD, et al. Non-drug therapies for the secondary prevention of lower limb muscle cramps. Cochrane Database of Systematic Reviews. 2021 May 17.

3. Garrison SR, Korownyk CS, Kolber MR, et al. Magnesium for skeletal muscle cramps. Cochrane Database of Systematic Reviews. 2020 Sep 21.

4. Roguin Maor N, Alperin M, Shturman E, et al. Effect of Magnesium Oxide Supplementation on Nocturnal Leg Cramps: A Randomized Clinical Trial. JAMA Internal Medicine. 2017 May 1.

5. Kuusipalo A, Laitila J, Lehtonen E, et al. Secondary prevention of leg cramps using compression stockings or magnesium supplements: a three-arm randomized clinical trial. Trials. 2026 Feb 13

Tirzepatida para lipedema: pode ajudar

O lipedema é uma doença crônica do tecido adiposo, caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, principalmente nas pernas, frequentemente acompanhado de dor, sensibilidade e sensação de peso. Com o avanço dos tratamentos para obesidade, uma dúvida tem se tornado cada vez mais comum: a tirzepatida pode ajudar no tratamento do lipedema? A tirzepatida é um medicamento que atua nos receptores dos hormônios GLP-1 e GIP, contribuindo para o controle do apetite, da glicemia e do peso corporal. Em pacientes com lipedema e obesidade associada, a perda de peso pode favorecer a mobilidade e melhorar parte dos sintomas. Entretanto, isso não significa que o medicamento trate diretamente o tecido afetado pelo lipedema ou elimine a doença.

 

A tirzepatida é um medicamento que atua nos receptores dos hormônios GLP-1 e GIP, contribuindo para o controle do apetite, da glicemia e do peso corporal. Em pacientes com lipedema e obesidade associada, a perda de peso pode favorecer a mobilidade e melhorar parte dos sintomas. Entretanto, isso não significa que o medicamento trate diretamente o tecido afetado pelo lipedema ou elimine a doença.

 

Uma revisão científica publicada em 2025 discutiu o potencial da tirzepatida sobre mecanismos metabólicos, inflamatórios e fibróticos relacionados ao lipedema. Apesar dessa hipótese ser promissora, ainda não existem evidências clínicas robustas que comprovem que a tirzepatida modifica a evolução natural do lipedema. Melhoras na dor, no inchaço ou na mobilidade podem estar relacionadas à redução do peso corporal e a mudanças metabólicas, sem necessariamente representar uma ação direta sobre a doença. É fundamental reforçar que o lipedema não tem cura comprovada até o momento. O tratamento busca controlar os sintomas, preservar a funcionalidade e melhorar a qualidade de vida. São necessários novos estudos clínicos, especialmente ensaios randomizados, para determinar a eficácia e a segurança da tirzepatida especificamente nessa população

A indicação da tirzepatida deve considerar o quadro clínico, a presença de obesidade ou diabetes, os riscos individuais e as indicações aprovadas para o medicamento. Ela não deve ser utilizada por conta própria nem apresentada como tratamento curativo do lipedema. O cuidado pode envolver acompanhamento médico, atividade física adaptada, orientação nutricional, estratégias para controle da dor, compressão quando indicada e avaliação de procedimentos específicos em casos selecionados. O Dr. Italo Abreu, responsável pelos atendimentos na IA Clinic, realiza avaliação individualizada de pacientes com lipedema, considerando sintomas, composição corporal, limitações funcionais e condições associadas. O objetivo é construir um plano de cuidado realista, baseado nas evidências disponíveis, reconhecendo que a tirzepatida é uma possibilidade de interesse científico, mas ainda necessita de estudos específicos antes de ser considerada um tratamento comprovado para o lipedema.


 

Referências
  1. Viana DPC, Invitti A, Schor E. Tirzepatide as a Potential Disease-Modifying Therapy in Lipedema: A Narrative Review on Bridging Metabolism, Inflammation, and Fibrosis. International Journal of Molecular Sciences. 2025;26(21):10741. PubMed.

  2. Faerber G, et al. S2k guideline: Lipedema. Journal der Deutschen Dermatologischen Gesellschaft. 2024. Consultar diretriz.

  3. Herbst KL, Kahn LA, Iker E, et al. Standard of care for lipedema in the United States. Phlebology. 2021;36:779–796. PubMed.

  4. Cifarelli V, Smith GI, Gonzalez-Nieves D, et al. Adipose tissue biology and effect of weight loss in women with lipedema. Diabetes. 2025;74:308–319. Consultar no PubMed.

Vasinhos nas pálpebras e olheiras: tratamento com laser transdérmico

 

Os vasos azuis nas pálpebras e nas olheiras geralmente são veias superficiais que ficam mais visíveis porque a pele da região é fina e translúcida.
Genética, envelhecimento, exposição solar e redução da espessura da pele podem destacar esses vasos.
A circulação local e a anatomia individual também influenciam a intensidade da coloração azulada ou arroxeada.
É importante diferenciar vasos aparentes de olheiras causadas por pigmentação, bolsas, perda de volume ou sombra natural.
Uma avaliação profissional identifica a causa predominante e indica o tratamento mais adequado.
O diagnóstico correto é essencial para alcançar um resultado seguro e natural.

 

Na nossa clinica, IA CLINIC , o laser transdérmico é usado com cautela e respeitando os protocolos.  O laser direciona energia luminosa aos vasos superficiais, que absorvem esse calor de forma seletiva.
Esse processo pode promover o fechamento gradual do vaso e reduzir sua aparência na pele.
Por ser uma área delicada, o procedimento exige parâmetros personalizados e proteção ocular adequada.
O número de sessões depende da profundidade, do calibre dos vasos e da resposta de cada paciente.
Vermelhidão, inchaço e sensibilidade podem ocorrer temporariamente após a aplicação. Conheça a nossa equipe em Fortaleza ou São Paulo

Como usar a atadura elástica para compressão da perna

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A atadura elástica para compressão da perna é uma faixa flexível usada para aplicar pressão graduada sobre os tecidos, ajudando a reduzir inchaço e melhorar o retorno venoso. Ela pode ser indicada em algumas situações, como edema, varizes ou recuperação de lesões, mas deve ser utilizada conforme orientação de um profissional de saúde, especialmente quando há problemas de circulação.

 

A compressão pode auxiliar no controle de inchaço e oferecer suporte à perna durante a recuperação. No entanto, a causa do inchaço deve ser avaliada antes do uso, pois a atadura não é adequada para todos os casos.

 

Como colocar a atadura para o lipedema e Linfedema

 

  1. Deixe a perna limpa e seca e, se possível, mantenha o pé em uma posição confortável.
  2. Comece a faixa na região do pé, próximo aos dedos, deixando-os visíveis para acompanhar a cor e a temperatura.
  3. Enrole a atadura em direção ao tornozelo e depois suba pela perna, sobrepondo aproximadamente metade da largura da faixa a cada volta.
  4. Aplique uma pressão uniforme, sem apertar excessivamente. A compressão geralmente deve ser mais firme na parte inferior e diminuir gradualmente em direção à parte superior da perna.
  5. Prenda a ponta da atadura com o fecho apropriado, sem usar alfinetes ou objetos que possam machucar a pele.

 

  • Não dobre nem deixe a faixa formar pregas, pois isso pode pressionar a pele de maneira irregular.
  • Verifique regularmente se os dedos estão quentes, rosados e com sensibilidade normal.
  • Retire a atadura e procure orientação médica se houver dor intensa, dormência, formigamento, palidez, coloração azulada, frio ou aumento do inchaço.
  • Não use a faixa sobre feridas sem proteção adequada e orientação profissional.
  • Não durma com a atadura, a menos que um profissional de saúde tenha recomendado isso.

 

Atadura elastica

 

Procure atendimento rapidamente se o inchaço surgir de repente, afetar apenas uma perna ou vier acompanhado de dor forte, vermelhidão, calor local ou falta de ar. Esses sinais podem indicar uma condição que precisa de avaliação urgente.

A atadura elástica deve ficar confortável e nunca causar dor. Em caso de dúvida sobre o tipo de faixa, a pressão adequada ou a forma correta de colocação, peça orientação a um médico, enfermeiro ou fisioterapeuta.

Novos tratamentos para endoartrite do joelho sem cirurgia: embolização

Embolização para tratar a dor no joelho

 

A embolização das artérias geniculares é uma alternativa minimamente invasiva que pode ser considerada para pessoas com dor persistente causada pela osteoartrite do joelho, especialmente quando o tratamento clínico não trouxe alívio suficiente e a cirurgia ainda não é indicada ou desejada. O procedimento é realizado por um médico especializado, que utiliza um cateter para reduzir o fluxo sanguíneo aumentado em pequenos vasos associados à inflamação, podendo contribuir para a diminuição da dor.

Tratamento da osteoartrite sem cirurgia: embolização das artérias geniculares

A embolização das artérias geniculares (GAE) é uma técnica minimamente invasiva que pode ser utilizada no tratamento da dor causada pela osteoartrite do joelho, sem necessidade de cirurgia aberta. O procedimento atua sobre vasos sanguíneos associados ao processo inflamatório e à formação de novos vasos ao redor da articulação, que podem contribuir para a manutenção da dor. Estudos clínicos e meta-análises publicados nos últimos anos demonstram redução significativa da dor e melhora da função após a embolização. Em uma meta-análise de 2026, com 18 estudos e 534 pacientes, a redução média da dor foi de aproximadamente 4 pontos em uma escala de 0 a 10, mantendo-se ao longo de 12 meses. Outra análise com 21 estudos e 633 pacientes também encontrou melhora significativa da dor, função e qualidade de vida após o procedimento.

 

A embolização das artérias geniculares é realizada por cateter, geralmente através de uma pequena punção na região da virilha ou do punho, sem cortes na articulação e sem necessidade de substituição do joelho. Em pacientes adequadamente selecionados, o procedimento é realizado em ambiente de radiologia intervencionista e geralmente permite alta no mesmo dia, após um período de observação. A evidência disponível demonstra elevada taxa de sucesso técnico — próxima de 99% — e, na maioria dos estudos, os eventos adversos são leves e transitórios, como hematoma no local da punção ou alterações temporárias da pele. A recomendação atual da Society of Interventional Radiology reconhece a embolização genicular como uma intervenção vascular preservadora da articulação que pode ser considerada em pacientes selecionados com osteoartrite sintomática. Quero conversa no whatsapp. (11) 96352-8222

 

Osteoartrite de Joelho: Causas, Sintomas e Tratamentos | CEPIC

Vasinhos no nariz : Qual o tratamento

Aqueles pequenos vasinhos no nariz não são apenas uma questão estética

Os vasinhos do nariz e do rosto são frequentemente telangiectasias, pequenos vasos sanguíneos dilatados que podem ficar mais visíveis principalmente ao redor do nariz, nas bochechas e em outras regiões da face. Embora geralmente sejam uma queixa estética, é importante avaliar cada caso individualmente antes de escolher o tratamento.

O tratamento de laser transdérmico utiliza a energia luminosa para atingir seletivamente os vasos sanguíneos superficiais, promovendo sua coagulação e posterior reabsorção pelo organismo. A escolha da tecnologia depende de fatores como calibre e profundidade dos vasos, localização, características da pele e fototipo.

 

Nem todo vasinho responde da mesma maneira ao laser. Vasos muito finos, avermelhados ou mais profundos podem apresentar respostas diferentes, e algumas situações podem exigir outra estratégia terapêutica ou associação de técnicas.

Na IA Clinic, em Fortaleza e São Paulo, a proposta é realizar uma avaliação vascular individualizada antes do procedimento. A partir das características dos vasos e da pele, é definido o tratamento mais adequado, que pode incluir laser transdérmico quando houver indicação.

Estudos publicados no PubMed demonstram resultados favoráveis do laser transdérmico Nd 1064 nm no tratamento de lesões vasculares faciais, incluindo telangiectasias. Um estudo publicado no Jornal Vascular Brasileiro avaliou pacientes tratados com Nd 1064 nm e encontrou melhora significativa das lesões vasculares faciais após o tratamento.

Referências

  1. Karppinen T, Kantola E, Karppinen A, et al. Treatment of telangiectasia on the cheeks with a compact yellow (585 nm) semiconductor laser and a green (532 nm) KTP laser: a randomized double-blinded split-face trial. Lasers Surg Med. 2019.
  2. Faurschou A, Olesen AB, Leonardi-Bee J, Haedersdal M. Lasers or light sources for treating port-wine stains. Cochrane Database Syst Rev. 2011;7:CD007152.
  3. [Treatment guideline for hemangiomas and vascular malformations of the head and neck.] Head Neck. 2009.

 

Varizes pélvicas e dor na relação sexual: entenda a relação

Varizes pélvicas podem causar dor durante ou após a relação sexual?

Sim. Em algumas mulheres, as varizes pélvicas podem estar associadas à dor ou ao desconforto durante ou após a relação sexual.

As varizes pélvicas são veias dilatadas na região da pelve e podem fazer parte do quadro conhecido como síndrome de congestão pélvica. Quando estão associadas a sintomas, podem causar sensação de peso, pressão ou dor na parte inferior do abdômen e da pelve.

Dor durante ou após a relação sexual

Um dos sintomas que pode ocorrer é a dor relacionada à atividade sexual, especialmente durante ou após o coito. Algumas mulheres relatam que a dor aparece ou piora em determinadas posições, principalmente quando permanecem em pé (ortostatismo) ou quando há maior pressão sobre a região pélvica.

Em alguns casos, o desconforto pode persistir por vários minutos após a relação. Quando a dor é frequente ou intensa, ela pode afetar a qualidade de vida e fazer com que algumas mulheres passem a evitar relações sexuais.

Além das varizes pélvicas, varizes na virilha e na raiz da coxa também podem estar associadas a desconforto local, principalmente quando existe aumento da pressão venosa nessa região.

Toda dor durante a relação significa que existem varizes pélvicas?

Não.

A dor durante ou após a relação sexual, chamada de dispareunia, possui diversas possíveis causas. Alterações ginecológicas, musculares, urinárias, intestinais e outras condições vasculares também podem provocar sintomas semelhantes.

Por isso, a presença de dor não significa, por si só, que ela seja causada por varizes pélvicas.

A avaliação deve considerar os sintomas, o exame clínico e os exames de imagem, quando indicados, para identificar se existe uma alteração venosa relevante e se ela pode estar relacionada às queixas apresentadas.

Quando procurar avaliação médica?

Se você apresenta dor pélvica recorrente durante ou após a relação sexual, sensação de peso na pelve, varizes na região da virilha ou da vulva ou dor que piora ao permanecer em pé, vale procurar avaliação médica.

O diagnóstico correto é importante porque nem toda veia dilatada na pelve é uma doença que precisa de tratamento. O objetivo é entender se existe uma relação entre os achados venosos e os sintomas da paciente antes de indicar qualquer inter

O diagnóstico de varizes pélvicas e sua possível relação com a dor na relação sexual depende de avaliação médica e, quando indicado, de exames de imagem para analisar a circulação da pelve, da virilha e das pernas. Se você sente dor recorrente durante ou após a relação, peso pélvico ou percebe varizes na virilha e na raiz da coxa, procure um cirurgião vascular. 

Tratamento da varizes pélvicas na coxa e região intima

 

A embolização das varizes pélvicas é um tratamento minimamente invasivo indicado para pacientes selecionadas com síndrome de congestão pélvica e dor pélvica crônica associada a insuficiência das veias pélvicas. O procedimento é realizado por cateter, com a oclusão seletiva das veias responsáveis pelo refluxo, buscando reduzir a pressão venosa e o fluxo anormal que contribuem para os sintomas. Estudos clínicos e revisões sistemáticas demonstram melhora significativa da dor pélvica em grande parte das pacientes, além de redução das varizes pélvicas e, em algumas pacientes, melhora de sintomas relacionados à atividade sexual, incluindo dor durante ou após a relação sexual (dispareunia). Por ser um procedimento endovascular, não exige cirurgia aberta e, em casos adequadamente selecionados, pode ser realizado com alta no mesmo dia, proporcionando recuperação geralmente mais rápida. A avaliação individualizada é fundamental para confirmar se as varizes pélvicas são realmente a causa dos sintomas e definir a melhor estratégia de tratamento.

 

 

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Flacidez e lipedema: o que são bioestimuladores de colágeno?

melhor medico vascular de sao paulo | Dr italo Abreu

Bioestimulador de colágeno nas pernas e celulite: benefícios, riscos e cuidados

O bioestimulador de colágeno nas pernas pode ajudar a melhorar a firmeza, a elasticidade e a qualidade da pele, mas não elimina todos os tipos de celulite. Substâncias como o ácido poli-L-láctico (PLLA) e a hidroxiapatita de cálcio (CaHA) estimulam a produção de colágeno de forma gradual. O resultado pode ser prolongado e varia conforme o produto, a técnica, a quantidade aplicada e as características de cada paciente. Por isso, o tratamento deve começar com uma avaliação individualizada e expectativas realistas.

A celulite tem causas diversas, como alterações no tecido subcutâneo, flacidez, distribuição de gordura e fatores hormonais. Em casos selecionados, o bioestimulador pode deixar a pele das pernas mais firme e uniforme, mas o efeito pode ser por anos mas não para sempre. Sempre trabalhamos com a melhor marca do mercado, da empresa detentora de patentes,  Garlderma, e não substitui atividade física, hábitos saudáveis ou outras opções indicadas pelo profissional. Entre os pontos negativos estão dor, sensibilidade, vermelhidão, inchaço, irregularidades e nódulos; complicações mais graves são menos frequentes, mas podem ocorrer. Como PLLA e CaHA não possuem um agente reversor como o ácido hialurônico, a indicação e a técnica são fundamentais.

GoldIncision: tratamento para celulite avançada de perna

O GoldIncision combina subcisão por microincisões e ácido poli-L-láctico (PLLA-SCA/Sculptra) para tratar retrações da pele, celulite e flacidez.
A subcisão libera as chamadas “travas” fibrosas, enquanto o bioestimulador estimula a produção gradual de colágeno.
A indicação é individualizada, de acordo com o grau de flacidez e as características da pele.

O que é lipedema?

O lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, principalmente nas pernas, podendo causar dor, sensibilidade, peso e hematomas.
Seu tratamento pode envolver compressão, drenagem linfática, exercícios e, em casos selecionados, lipoaspiração específica.
Bioestimuladores de colágeno não tratam o lipedema, mas podem ser indicados para flacidez e qualidade da pele.

Como são feitas as microincisões para tratar as “travas”?

 

A subcisão utiliza pequenas incisões para acessar o tecido subcutâneo e liberar as fibras que provocam determinadas retrações da pele.
O objetivo é suavizar depressões e “furinhos” da celulite, melhorando a regularidade da superfície.
Quando indicada, pode ser associada ao PLLA para estimular colágeno e melhorar a firmeza da pele.

1. O GoldIncision trata o lipedema?

Não. O GoldIncision é direcionado principalmente ao tratamento de alterações estéticas, como celulite com retrações e flacidez, conforme a indicação. Ele não cura o lipedema nem substitui seu tratamento específico.

2. O bioestimulador de colágeno trata a celulite?

Pode melhorar a firmeza e a qualidade da pele, especialmente quando existe flacidez associada. Entretanto, o resultado depende do tipo de celulite, da profundidade das alterações e da avaliação individual.

3. A subcisão deixa cicatriz?

A subcisão utiliza pequenas perfurações para liberar traves fibrosas responsáveis por determinadas depressões da pele. As marcas costumam ser pequenas, mas existe risco de cicatrizes, manchas e outras alterações durante a cicatrização.

4. O resultado do bioestimulador é imediato?

Não completamente. Embora algumas mudanças possam ser percebidas inicialmente, o principal efeito ocorre progressivamente, à medida que o organismo produz colágeno. O resultado varia de acordo com o produto utilizado e a resposta individual.

5. Para quem os bioestimuladores de colágeno são indicados?

Podem ser indicados para pessoas com flacidez leve a moderada e perda de firmeza da pele. A escolha depende da região tratada, das características do tecido, das expectativas e das condições clínicas de cada paciente.

6. Em quais regiões do corpo os bioestimuladores podem ser aplicados?

Dependendo do produto e da indicação aprovada, podem ser utilizados em regiões como coxas, glúteos, braços, abdome e outras áreas com perda de firmeza. A indicação deve respeitar as características e a segurança de cada região.

7. Quantas sessões são necessárias para obter resultados?

O número de sessões varia conforme o grau de flacidez, a região tratada, o produto utilizado e a resposta individual. Após a avaliação médica, é possível estabelecer um plano de tratamento personalizado.

8. Quanto tempo dura o efeito do bioestimulador de colágeno?

A duração depende do produto, da região tratada, da técnica e das características individuais. Os efeitos podem persistir por meses ou mais, mas não são permanentes. A manutenção deve ser individualizada.

9. O procedimento dói?

99% dos pacientes não tem desconorto,  o, a técnica e a sensibilidade de cada pessoa. Podem ser utilizados recursos para controle da dor, como anestesia local, quando indicados.

10. Quais são os riscos e efeitos colaterais?

Podem ocorrer dor, inchaço, vermelhidão e hematomas temporários. Mais raramente, podem surgir nódulos, irregularidades, infecção ou outras complicações. A escolha adequada do produto, a técnica correta e o acompanhamento médico ajudam a reduzir os riscos.

11. Quanto tempo demora para voltar à rotina?

Muitas pessoas retomam atividades leves rapidamente em até 3h , mas o tempo depende do procedimento realizado e da intensidade das reações locais. Exercícios físicos e outras atividades podem precisar de restrições temporárias conforme a orientação médica.

12. O bioestimulador elimina a flacidez completamente?

Não necessariamente. O tratamento pode melhorar a firmeza e a qualidade da pele, mas não elimina todos os graus de flacidez. Quando há excesso importante de pele ou outras alterações estruturais, podem ser necessárias abordagens diferentes.

13. Bioestimulador de colágeno é a mesma coisa que preenchimento?

Não. Embora alguns produtos possam ter efeitos adicionais sobre o volume, os bioestimuladores são utilizados principalmente para estimular a formação de colágeno. Os preenchedores convencionais são empregados sobretudo para restaurar ou acrescentar volume, conforme o produto.

14. Qual é a diferença entre bioestimulador e subcisão?

O bioestimulador busca melhorar a firmeza e a qualidade da pele por meio do estímulo de colágeno. A subcisão libera traves fibrosas que provocam depressões e retrações. Em casos selecionados, as técnicas podem ser combinadas.

15. É possível combinar bioestimuladores com outros tratamentos para lipedema ou celulite?

Sim, em pacientes selecionados. A combinação com técnicas como subcisão ou outros procedimentos pode ser considerada conforme o tipo de alteração cutânea. O planejamento deve levar em conta a segurança, o intervalo entre procedimentos e os objetivos do tratamento.

16. Quem não deve realizar o procedimento?

A indicação pode ser limitada em situações como infecção ativa na região, alergia a componentes do produto ou determinadas condições clínicas. Gestação, amamentação e outras situações exigem avaliação específica conforme o produto e o procedimento.

17. O bioestimulador pode ser utilizado para tratar a flacidez após emagrecimento?

Pode ajudar em casos selecionados de flacidez leve ou moderada. Entretanto, quando existe excesso significativo de pele após grande perda de peso, o efeito pode ser limitado e outras opções devem ser discutidas.

18. O tratamento é indicado para quem tem lipedema e flacidez nas pernas?

Pode ser considerado para tratar a flacidez associada, após avaliação individualizada. É importante diferenciar o objetivo estético do tratamento da doença: o bioestimulador não trata diretamente o tecido adiposo característico do lipedema nem substitui seu acompanhamento clínico.

19. Como escolher o melhor bioestimulador de colágeno?

A escolha depende da região, do grau de flacidez, da espessura da pele, dos objetivos e do perfil de segurança de cada produto. A avaliação médica permite selecionar a opção mais adequada e definir a técnica de aplicação.

20. Como saber se sou um bom candidato ao tratamento?

O primeiro passo é uma avaliação médica para identificar a causa da flacidez, o tipo de celulite, a qualidade da pele e as expectativas de resultado. Com essas informações, é possível discutir benefícios, limitações, riscos e alternativas antes de decidir pelo procedimento.

  • Kruppa P, Georgiou I, Biermann N, et al. Lipedema—pathogenesis, diagnosis, and treatment options. Dtsch Arztebl Int. 2020;117(35-36):611-617.
  • Swearingen A, Medrano K, Ferzli G, Sadick N, Arruda SR. Randomized, double-blind, placebo-controlled study of poly-L-lactic acid for treatment of cellulite in the lower extremities. J Drugs Dermatol. 2021;20(5):530-536.
  • A randomized, single-center, double-blinded, split-body clinical trial of poly-L-lactic acid for the treatment of cellulite of the buttocks and thighs. [Autores e dados bibliográficos precisam ser confirmados no PubMed].

5 coisas que você precisa saber antes de ir ao cirurgião vascular

5 coisas que você precisa saber antes de ir ao cirurgião vascular

Informação clara para cuidar das suas pernas com segurança, planejamento e tranquilidade.

Varizes não significam pânico. A avaliação deve ser individualizada, sem alarmismo e sem promessas exageradas.

Você precisa entender sobre a doença vascular

  • Varizes não têm ‘cura’ definitiva e não há pânico: Varizes são uma condição crônica e hereditária (controle contínuo). O discurso de que ‘se você não tratar HOJE, sua perna vai cair ou piorar drasticamente amanhã’ é exagero comercial. O tratamento deve ser feito no seu tempo e com planejamento.

  • Varizes no rosto vs. Pernas: Vasinhos faciais e varizes nas pernas são problemas distintos. O tratamento no rosto é seguro e eficaz, mas exige cuidados rigorosos com protetor solar no pós-procedimento.

  • Varizes NÃO causam cãibras diretamente: Cãibra é um evento muscular e metabólico (fadiga, desidratação, eletrólitos). Varizes causam peso, cansaço e inchaço, mas não são a causa direta da cãibra.

 

  • Lipedema é uma condição crônica: Lipedema não tem ‘cura milagrosa’ nem uma pílula única. O tratamento é multidisciplinar (estilo de vida, alimentação anti-inflamatória, compressão e, quando indicado, cirurgia).

  • Endolaser é excelente, mas não é 100% universal: O Endolaser é um dos melhores tratamentos atuais para a veia safena, mas a indicação depende da anatomia de cada paciente.

  • Laser Transdérmico tem indicação certa: Excelente para vasos finos e telangiectasias (vasinhos), mas não substitui a cirurgia ou a escleroterapia para vasos de maior calibre.

  • Celulite de perna tem tratamento, mas não cura, o tratamento é por tempo limitado mas duradouro. Conheça os novos tratamentos 

Cãibras nas pernas: como diminuir, prevenir e quando procurar ajuda

Você sente cãibras nas pernas com frequência? A dor muscular repentina, especialmente na panturrilha durante a noite ou após exercícios, pode ser bastante desconfortável. Neste artigo, você vai entender como diminuir as cãibras nas pernas, quais hábitos ajudam na prevenção e quando é importante procurar avaliação médica.

O que causa cãibras nas pernas?

A cãibra é uma contração involuntária, intensa e dolorosa de um músculo. Ela pode estar relacionada à desidratação, ao esforço físico excessivo, à permanência prolongada em uma mesma posição, ao aquecimento insuficiente ou a alterações de eletrólitos. Alguns medicamentos e condições de saúde também podem favorecer o problema.

Embora muitas pessoas relacionem cãibras diretamente às varizes, essa não é necessariamente a causa. Varizes costumam provocar peso, cansaço e inchaço nas pernas, enquanto as cãibras podem ter diferentes origens.

Como diminuir a cãibra na hora

  1. Interrompa a atividade e tente relaxar o músculo afetado.
  2. Alongue lentamente, sem fazer movimentos bruscos ou forçar até sentir dor.
  3. Em caso de cãibra na panturrilha, estenda a perna e puxe suavemente a ponta do pé em direção ao corpo.
  4. Faça uma massagem leve no local.
  5. Uma compressa morna pode ajudar a relaxar a musculatura.

Como prevenir cãibras nas pernas

1. Beba água ao longo do dia

Mantenha uma hidratação adequada, especialmente antes, durante e depois de exercícios. A quantidade ideal varia conforme o clima, o nível de atividade física e as condições de saúde de cada pessoa.

2. Tenha uma alimentação equilibrada

Uma alimentação variada contribui para o funcionamento muscular e fornece nutrientes como potássio, magnésio e cálcio. Inclua frutas, verduras, legumes, feijões, castanhas e laticínios conforme sua rotina alimentar. Não use suplementos ou reposição de eletrólitos sem orientação profissional.

3. Alongue e aqueça os músculos

Faça aquecimento leve antes dos exercícios e alongamentos suaves depois da atividade. Alongar as panturrilhas e as coxas regularmente pode ajudar a reduzir a tensão muscular.

4. Evite esforço excessivo

Aumente a intensidade dos exercícios gradualmente e respeite os períodos de descanso. Calçados confortáveis e adequados à atividade também podem favorecer o conforto das pernas.

5. Evite ficar muito tempo na mesma posição

Se você trabalha sentado ou em pé, faça pequenas pausas para caminhar e movimentar os tornozelos. Durante o descanso, elevar as pernas pode ajudar a aliviar a sensação de peso.

Cãibras nas pernas podem ser sinal de má circulação?

As cãibras não devem ser automaticamente atribuídas à má circulação ou às varizes. Porém, inchaço persistente, dor, sensação de peso, alterações na pele e veias dilatadas merecem avaliação com um profissional de saúde, especialmente quando os sintomas são frequentes.

Quando procurar um médico?

Procure avaliação médica se as cãibras forem frequentes, intensas, surgirem sem explicação, atrapalharem o sono ou não melhorarem com medidas simples. Busque atendimento urgente se houver inchaço súbito em uma perna, vermelhidão, calor local, dor forte, falta de ar ou dor no peito.

Importante: este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta. A causa das cãibras varia, e o tratamento adequado depende do histórico clínico, dos medicamentos em uso e das condições de saúde de cada pessoa.

Lipedema e fakenews: o que realmente funciona?

Fake News Sobre Lipedema: O Que a Ciência Realmente Diz

O lipedema ganhou enorme visibilidade nos últimos anos. Infelizmente, junto com o aumento do interesse surgiram inúmeras promessas de tratamentos milagrosos, equipamentos caros e protocolos sem comprovação científica. O Consenso Brasileiro sobre Lipedema, elaborado pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) e sociedade Europeia de vascular, reforça que o tratamento deve ser baseado em evidências e conduzido por uma equipe multidisciplinar.

A seguir estão 15 afirmações que NÃO possuem evidências científicas suficientes ou são falsas, apesar de serem frequentemente divulgadas nas redes sociais e em campanhas de marketing.

Existe uma máquina específica para tratar lipedema."

Não existe nenhum equipamento aprovado que trate diretamente o lipedema. Muitos aparelhos são comercializados com promessas que extrapolam as evidências científicas disponíveis. A bota peumatica seria uma opção para melhora de sintomas, mas não cura da doença.

Drenagem linfática elimina a gordura do lipedema.

A drenagem pode reduzir edema e aliviar sintomas, porém não remove o tecido adiposo característico da doença.

 

"Radiofrequência trata o lipedema.

 Até o momento não há evidências científicas suficientes que recomendem seu uso como tratamento específico do lipedema.

 

"Criolipólise melhora o lipedema."

Não faz parte das recomendações do consenso e não possui comprovação para modificar a evolução da doença.

 

Fake News Sobre Lipedema

7. “Massagens modeladoras quebram a gordura.”

Essa afirmação não possui respaldo científico.  As evidências científicas demonstram que exercícios miolinfáticos, educação alimentar e compressão pneumática intermitente podem contribuir para a redução dos sintomas, melhora da qualidade de vida e diminuição do edema em pacientes com lipedema. Entretanto, essas intervenções não tratam a causa da doença nem promovem sua cura, devendo fazer parte de um plano terapêutico multidisciplinar e individualizado.

8. “Qualquer dieta cura o lipedema.”

Uma alimentação saudável auxilia no controle dos sintomas e da obesidade associada, mas não elimina o lipedema.

9. “Bariátrica resolve o lipedema.”

Mesmo após perda importante de peso, os sintomas do lipedema podem persistir.

10. “Lipoaspiração é indicada para todos.”

A cirurgia deve ser cuidadosamente indicada, realizada em centros experientes e integrada ao tratamento conservador.

11. “Suplementos eliminam o lipedema.”

Não existe suplemento com eficácia comprovada para tratar a doença.

12. “Laser elimina a doença.”

Nenhuma tecnologia a laser demonstrou alterar a fisiopatologia do lipedema.

13. “Existe um protocolo único que funciona para todas.”

Cada paciente apresenta sintomas, estágio e comorbidades diferentes, exigindo tratamento individualizado.

14. “O tratamento deve ser apenas estético.”

O objetivo principal é aliviar sintomas, melhorar mobilidade e qualidade de vida, e não apenas modificar a aparência.

15. “Quem promete resultados garantidos está seguindo a ciência.”

Na medicina, tratamentos sérios apresentam benefícios, limitações e riscos. Promessas de cura rápida ou resultados garantidos não fazem parte da prática baseada em evidências.

 

Cuidado com o marketing das "máquinas milagrosas"

Nos últimos anos surgiu um mercado bilionário em torno do lipedema. Muitas clínicas investem mais em marketing do que em ciência e apresentam equipamentos caros como se fossem revolucionários. Em muitos casos, essas máquinas funcionam como uma “caça-níquel”, criando expectativas irreais e explorando a vulnerabilidade de pacientes que convivem diariamente com dor, desconforto e frustração. A decisão por qualquer tratamento deve ser baseada em evidências científicas, e não em promessas comerciais.

O consenso da SBACV enfatiza que o manejo do lipedema deve incluir avaliação médica adequada, mudanças no estilo de vida, atividade física de baixo impacto, terapia compressiva, acompanhamento nutricional, fisioterapia e, em casos selecionados, tratamento cirúrgico realizado por equipes experientes. Até o momento, não existe máquina capaz de substituir uma abordagem médica individualizada e baseada em evidências.


 

Dr. Ítalo Abreu
Cirurgião Vascular e Endovascular
Referência em Cirurgia Vascular e tratamento das doenças venosas

Exames sem jejum na cirurgia vascular

Exames de Sangue Sem Jejum: O Que Mudou e Quais Você Pode Fazer a Qualquer Hora?

Durante muitos anos, realizar exames laboratoriais significava acordar cedo e passar horas sem comer. Na época, o jejum era considerado essencial para garantir a precisão de diversos resultados. No entanto, graças aos avanços da medicina laboratorial e das tecnologias de análise clínica, essa realidade mudou significativamente. Atualmente, a maioria dos exames de sangue pode ser realizada sem jejum, oferecendo mais conforto, flexibilidade e praticidade para os pacientes.

Além disso, essa mudança contribui para uma melhor experiência durante a coleta, especialmente para crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Dessa forma, tornou-se possível agendar exames em diferentes horários do dia, sem a necessidade de longos períodos de restrição alimentar. Consequentemente, mais pacientes conseguem manter sua rotina normal sem comprometer a qualidade dos resultados.

Quais exames podem ser feitos sem jejum?

Principais exames que geralmente não exigem jejum

  • Hemograma completo
  • Hemoglobina glicada (HbA1c)
  • Colesterol total
  • LDL, HDL e VLDL
  • Triglicérides*
  • Hormônios (na maioria dos casos)
  • Marcadores tumorais
  • Função renal (ureia e creatinina)
  • Função hepática (fígado)
  • Marcadores cardíacos
  • Diversos outros exames laboratoriais

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Cautela no dia do Exame

Entretanto, é importante destacar que algumas orientações específicas continuam sendo relevantes. Por exemplo, refeições muito gordurosas nas horas que antecedem a coleta podem interferir em determinados resultados, especialmente nos níveis de triglicérides. Por isso, embora o jejum não seja mais obrigatório para a maioria dos exames, é fundamental seguir as recomendações fornecidas pelo médico ou pelo laboratório responsável. Assim, você garante resultados mais confiáveis e uma avaliação clínica mais precisa.


Dr Ítalo Abreu – Angiologista , Cirurgião vascular e Endovascular